Blog do Marabá


Imagens de uma Praça que Agoniza no Coração de Ouro Preto

Essa é a Praça do Nadinho, conhecida como Praça do Vôlei ou simplesmente ‘Vôlei’. Aqui, nas décadas de 80 e 90, foram disputados grandes torneios de vôlei; e funcionou durante anos uma tradicional feirinha típica, muito freqüentada pelos moradores da comunidade. Como se vê pelo verde reinante, a Natureza resiste à insensibilidade política. Afinal, A Natureza é soberana.

Acredite se quiser, mas essa é a placa de revitalização (ou reinauguração) da Praça do Nadinho. Nela, sob a pichação, parece que contém o seguinte registro: ‘Logotipo: Prefeitura Popular - Praça José Augusto das Chagas Ferreira (Praça do Nadinho) - Revitalizada em Junho de 2004 – Prefeita Luciana Santos e Vice-Prefeito Paulo Valença – Secretária de Obras e Serviços Públicos, Wilda Wanderley Gomes – Diretor de Manutenção Urbana, Carlos Melo – Departamento de Paisagismo: Luiz Campelo/Engenheiro Agrônomo, Erika Audet e Isis Cavalcanti/Arquitetas, Claudia Nazareth/Socióloga’.

Por falta de limpeza, as canaletas estão entupidas de lixo. Da prá imaginar o que acontece nos dias em que chove. E os mosquitos também agradecem quando acumula água.

Uma andorinha só não faz verão. A Prefeitura Municipal de Olinda disponibiliza uma funcionária para realizar a manutenção da Praça do Nadinho. Mas como o espaço é grande, é humanamente impossível apenas uma pessoa realizar uma manutenção decente.

O cúmulo do descaso, quem deveria promover o zelo da praça, emporcalha mais ainda. Essa faixa esquecida, além da auto-promoção de um político da comunidade, aumenta a poluição visual.

Monumento à corrupção. Essas construções destinadas à segurança pública do Governo Jarbas, é hoje um elefante branco. Além de roubarem o espaço da praça, também serviram para o desvio de verbas do antigo governo do estado. Não é a toa que o Senador Jarbas é acusado pela Polícia Federal de ter recebido irregularmente R$ 510.000,00 da Construtora Camargo Correa.

Marabá

 

 

A Praça do Nadinho é bastante arborizada. E várias espécies de pássaros passam ou fazem moradas nas árvores da praça. Aliás, é rico o ecossistema desse espaço verde.

A quadra de esportes é bastante utilizada, mesmo nas condições em que ela se encontra.

As telas de proteção da quadra estão arrombadas em vários pontos, apresentando perigo àqueles que se aproximam descuidadamente, principalmente as crianças além de criar um imagem de abandono.

É de fazer chorar o portão que dá acesso à quadra de esportes.

Não existe aro para a prática do basquete.

Essa é a barra do gol em que nossos atletas da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 estão treinando o futebol. Somos mesmo o país do futebol?

 

Os bancos da praças estão se deteriorando, correm o risco de se mistura a areia imunda de côco e urina dos cachorros dos donos mal-educados que são mais animais que que eles rebocam pelas coleras.

 

Nem os brinquedos foram poupados do descaso político, dos vândalos e daqueles que se aproveitam dos espaços públicos para a promoção pessoal ou de seus negócios.

Esse poste da área dos brinquedos estava vazando corrente elétrica, por sorte ninguém morreu. Há cerca de um mês foi desligado pela Celpe. Os viciados em drogas agradecem a cooperação.

A Praça do Nadinho é hoje um lugar sem pintura. E se não fosse a Natureza, seria um lugar sem cor.



Escrito por Marabá às 15h03
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Uma imagem, uma poesia

Desde que vi pela primeira vez essa fotografia de Sabastião Salgado, no escritório político de Humberto Costa, me impressionei sobremaneira. Passei um bom tempo parado em frente a ela, olhando diversas imagens numa imagem só. Uma imagem só, mas que transmite dezenas de mensagens.

Hoje tive o prazer de encontrá-la na Internet, e peço perdão ao grande Sebastião Salgado por tomá-la emprestada e colocá-la neste blog, para que outras pessoas também possam, como eu, admirá-la e conceber nela o pensamento revolucionário de que não devemos temer a morte quando queremos justiça. A morte nada significa, quando queremos mudar para melhor o mundo em que vivemos. A morte nada é quando enfrentamos os tiranos.

 

Marabá



Escrito por Marabá às 15h14
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Dilma pré-candidata: "continuidade é avançar, avançar e avançar"

A ministra Dilma Roussef foi declarada oficialmente pré-candidata do PT à Presidência da República durante prestigiado ato político ocorrido no 4º Congresso do PT, em Brasília. Com propostas avançadas e discurso mudancista, a pré-candidata teve seu nome aprovado por unanimidade. 

Quando citou, no início do discurso, trecho do poema de Mário Quintana, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, adiantou o tom de seu discurso, uma resposta a perseguição que sofreu da ditadura militar. “Esses que ai estão, atravancando meu caminho, eles passarão; eu, passarinho.” O nome de Dilma foi aprovado, por unanimidade, no encerramento do 4º Congresso Nacional do PT, neste sábado (20), em Brasília, sob os olhares dos dirigentes dos partidos aliados – PMDB, PSB, PCdoB e PRB.

O seu discurso – mais longo do que o do Presidente Lula, que durou 55 minutos – incluiu ainda críticas à oposição e a grande mídia, destaque às conquistas e vitórias dos sete anos de Governo Lula e anúncio do compromisso em avançar na luta pela distribuição das riquezas, combate as injustiças sociais e as desigualdades regionais, crescimento econômico e inserção protagonista do Brasil no cenário internacional. Ao assumir o compromisso de pré-candidata, Dilma declarou que dará continuidade às transformações e disparou convicta: "continuidade é avançar, avançar e avançar".

A ministra Dilma disse que “preferimos as vozes oposicionistas – o que dizem livremente os grandes jornais -, ainda que mentirosas e caluniosas, ao silêncio da ditadura”, lembrando que quando falta democracia econômica e social, falta democracia como um todo, destacando que ao promover a distribuição de renda com respeito aos direitos humanos, quem pode duvidar da democracia praticada pelo Governo Lula.

E também criticou a oposição, sem citar diretamente o PSDB, ao dizer que o PT não mudou as regras no meio do jogo para garantir um terceiro mandato para Lula, em referência a manobra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para permitir sua reeleição. “Vamos inaugurar o terceiro governo popular e democrático”, disse, arrancando aplausos e manifestações de aprovação do público.

A exemplo do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, Dilma afirmou que as diretrizes de governo aprovadas no Congresso Nacional, serão submetidas ao debate dos partidos aliados e discutidas com a sociedade. Mas disse que assumiria alguns compromissos para indicar como quer continuar o processo de aprofundar o compromisso social dos governos Lula.

E manifestou propósito de ampliar o Bolsa Família e investir na qualidade na educação, “o meio de emancipação política e cultural do nosso povo”, afirmou.

Dilma emocionou a platéia quando fez referência aos companheiros mortos pela ditadura, dizendo que o exemplo deles - Carlos Alberto Soares de Freitas, Maria Auxiliadora Barcelos e Iara Iavelberg – lhe dá forças para aceitar o compromisso de concorrer às eleições presidenciais. Destacou também o apoio do Presidente Lula e do PT, que, segundo ela, “mudou quando foi preciso, mas nunca mudou de lado.”

Uma chuva de estrelas douradas desceu do teto, enchendo o palco, junto com as músicas-jingles em ritmo de carnaval, encerrando o evento, sob o eco das palavras finais de Dilma: “Vamos todos juntos até a vitória. Viva o povo brasileiro.”

Coletado em:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=124495&id_secao=1



Escrito por Marabá às 14h56
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As Mulas da Corrupção

Em 2005, um cacique do hoje Democratas, partido que na época se chamava PFL, e que já havia sido chamado de PDS e de Arena, profetizou, no auge de sua arrogância e de sua patifaria, que o Partido dos Trabalhadores seria extinto. Tomado que estavam pela insensata certeza de que o golpe, posto em prática pelos partidos de oposição, com ajuda indispensável da mídia – TV Globo, Folha de São Paulo, Revista Época e Revista Veja – contra o governo do Presidente Lula, daria certo, dirigentes demos apostavam todas as fichas no declínio petista, e tinham certeza de que seu fim estava próximo. Estavam enganados. E tiveram que trocar as pressas de nome; assistiram ao crescimento do PT; engoliram a seco uma ano depois a reeleição do Presidente Lula, enquanto perdiam representatividade política - conseguiram eleger apenas um governador, o José Roberto Arruda, no Distrito Federal -.

Nas eleições de 2008, o Democratas continuava caindo, mas conseguiram eleger Gilberto Kassab ao governo da cidade de São Paulo, o que não era pouca coisa.

Com o fim do segundo Governo Lula se aproximando, o Democratas vislumbrou a idéia de que poderia voltar ao poder a reboque do PSDB, já que, nas primeiras pesquisas, José Serra estava bem avaliado, e que o PT não teria ninguém para derrota-lo. Como também estava bem nas pesquisas em Brasília, o governador José Roberto Arruda foi oferecido pelo partido para disputar a vice-presidência do tucano. Tudo era lindo. Tudo era simples. Tudo seria muito fácil, principalmente para quem tem mídia na mão.

Mas a casa começou a cair!

Serra passou a despencar nas pesquisas, enquanto a candidata do PT, Dilma Russef, conquistando a simpatia do povo com ajuda do legado de Lula, subia. Todavia o pior ainda estava por vir.

No final de 2009, o povo brasileiro foi surpreendido pelas imagens de corrupção do Governo Arruda. Logo ele, a menina dos olhos dos demos. Foram vídeos e mais vídeos com maços de dinheiro roubado que o pessoal do Dem, do PMDB, do PPS e outros partidos da base de apoio distrital escondiam em bolsas, cuecas, meias e toda sorte de lugar onde pudessem camuflar; políticos corruptos oraram agradecendo a Deus pela falcatrua que em suas cabeças estava dando certo; e o próprio governador era o protagonista de um dos vídeos. A mídia, constrangida pelas fortes imagens, não teve alternativa a não ser transmitir para o povo o que, cedo ou tarde, seria do conhecimento de todos.

Na linha do ‘salve-se quem puder’ o Democratas expulsou Arruda do partido, enquanto José Serra perdia um forte candidato a vice-presidência. Entretanto, existem evidências de que partidos da oposição ao presidente Lula receberam ajuda de Arruda, mas isso lá na frente é que ficará evidente, já que a Polícia Federal ainda investiga essa máfia.

Quanto ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, outro orgulho democrata, seus direitos políticos foram cassados pelo juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Aluísio Silveira.

Ou seja, a oposição está na defensiva. Serra não assume a candidatura. O Democratas perde seus principais quadros por corrupção. Em Pernambuco, Jarbas espera por Serra. E ninguém do lado de lá tem hoje coragem para assumir que é candidato.

No bairro de Ouro Preto, quando me indagam se a mula será ou não punida pela acusação da qual é réu confesso, respondo: ‘Não se esqueça, não! Lugar de ladrão é na prisão. Estão cassando o prefeito Kassab. Na cadeia já está o Arruda. Falta pouco para apanharem a mula’. 

Marabá 

 



Escrito por Marabá às 12h07
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PT, 30 anos militante pelo Brasil

O Partido dos Trabalhadores comemora hoje, 10 de fevereiro, o seu 30º aniversário de fundação, motivo de festa para milhões de brasileiros, entre filiados, militantes, simpatizantes e eleitores, que acreditam, apoiam e constroem  um partido que se destaca no cenário político brasileiros na defesa das lutas sociais e populares mais importantes da nossa história recente.

Vários atos, manifestações e festas serão promovidas por diretórios estaduais e municipais pelo país afora e até mesmo no exterior.

As festividades oficiais de comemoração a tão importante data serão realizadas durante a realização do IV Congresso Nacional do PT que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 deste mês, em Brasília. Durante o Congresso, 1.350 delegados eleitos no último PED estarão reunidos para preparar o partido para mais um grande desafio: vencer as eleições de 2010 e dar continuidade ao projeto político iniciado pelo nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o presidente eleito do PT,José Eduardo Dutra, e o presidente Ricardo Berzoini que deixa o cargo após quatro anos de gestão, exaltam a participação histórica do PT no processo de democratização do país e na construção de um Brasil melhor e mais justo para todos os brasileiros.

"Celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática ", afirmam no texto.

Leia a íntegra do artigo:

PT, 30 ANOS MILITANTE PELO BRASIL

O PT completa hoje 30 anos. No dia 10 de fevereiro de 1980, gente das mais diferentes origens reuniu-se no colégio Sion, em São Paulo, para tomar a decisão que mudou a história política do Brasil. O PT na origem era um pequeno partido, com uma imensa vontade de crescer. O PT de hoje governa o Brasil, cinco Estados e mais de 500 prefeituras. Homenageamos todos os que tiveram a coragem de tomar essa decisão. Especialmente os que pagaram com a vida a determinação de lutar.

Três décadas construindo a democracia no Brasil, trajetória construída paulatinamente e marcada por luta pelos direitos sociais, defesa dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional e da integração latino-americana. No 30º aniversário, celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática num projeto transformador da sociedade brasileira.

A ousadia de fundar um Partido dos Trabalhadores ocorreu num momento em que o sistema político bipartidário da ditadura estava esgotado, quando as lutas sociais, clamando por mudanças, exigiam novas opções partidárias. Sofremos críticas sobre supostas divisões no campo democrático, mas o tempo encarregou-se de confirmar a importância histórica do projeto do PT. Um partido que nasceu com um projeto de uma nova democracia política, oriundo das lutas sindicais e populares para construir um país justo e democrático, defensor de nossa soberania, de nossas riquezas e do interesse público.

A militância superou os desafios da montagem da estrutura do partido, enfrentando a legislação draconiana do governo militar. O partido cresceu de maneira orgânica e amadureceu até chegar à compreensão plena da importância estratégica das alianças, decisivas para quem quer realizar um projeto transformador.

Em sua trajetória histórica, como ente coletivo, o PT refletiu e mudou, mas nunca mudou de lado, como mostram as conquistas do governo Lula. Temos hoje 1 milhão e 300 mil filiados que acreditam no projeto e militam para que ele prossiga.

Um traço dessa história militante do PT é a capacidade de apontar para o partido e para a sociedade objetivos ousados, porém plausíveis. O crescimento do PT resultou de sua capacidade de construir suas teses a partir das lutas reais do povo. Como na Constituinte de 1987, uma pequena bancada de 16 deputados e nenhum senador se agigantou apoiada na mobilização popular.

Ao longo de sua trajetória, o PT soube usar essa característica para, com seus militantes, mobilizar e conquistar. Empunhamos bandeiras históricas, como a da luta pela terra, pela saúde, pela educação, pelo emprego, pelos direitos humanos, pela integração continental, pela defesa das minorias e contra a discriminação. Assim, superamos o dilema de ser partido de massas ou de quadros e nos fortalecemos como canal de representação e de participação de milhões de brasileiros.

Trinta anos de ampliação dos espaços de cidadania, rompendo com modelos populistas e com as fórmulas prontas -algumas importadas- para os problemas nacionais. Reinventamos o funcionamento do partido com as cotas de mulheres nas direções, os setoriais temáticos e as eleições diretas partidárias, o PED. O PT sempre valorizou o conceito de militância, grande insumo de nossa renovação.

Dessa forma avançamos, chegamos às prefeituras e aos governos estaduais, ampliamos as bancadas parlamentares e as bases sociais, até a vitória histórica de Lula em 2002. As grandes bandeiras de nossa luta foram materializadas no governo Lula, que colocou o Brasil no rumo da redução acelerada das desigualdades sociais e regionais, ampliando a renda interna, gerando um mercado de massas, criando empregos e políticas públicas transformadoras, arquivando a teoria do Estado mínimo, que tantos males causou ao Brasil.

O governo do PT mudou a imagem do país, levando-o a um novo patamar no cenário mundial. Lula é referência internacional.

Nossos militantes, com os partidos aliados, preparam-se agora para construir um programa que garanta as mudanças implementadas pelo governo Lula, aprovadas por mais de 80% da população, e apresente novas metas ao povo brasileiro. Desejamos consolidar o projeto democrático popular colocado em prática pelo governo Lula, mas aprofundando e acelerando os avanços conquistados.

Aos 30 anos, o PT olha para sua história com o orgulho de quem ajudou a construir a democracia e hoje lidera o governo mais popular da história do Brasil. Mas olhamos para a frente com a humildade de quem sabe que na política cada desafio vencido abre dezenas de novas responsabilidades.

Viva o PT!

José Eduardo Dutra é geólogo, ex-senador da República (PT-SE), ex-presidente da Petrobras, é o novo presidente do PT.

Ricardo Berzoini, 50, bancário e deputado federal (PT-SP), conclui hoje seu mandato de presidente do PT

Artigo publicado na coluna Tendências / Debates do jornal Folha de São Paulo, edição de 10/02/2010.

Coletado em: http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/nacional-2/pt-30-anos-militante-pelo-brasil-3130.html



Escrito por Marabá às 12h26
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Uma Praça que Agoniza em Ouro Preto

No coração do bairro de Ouro Preto, numa área arborizada onde o povo se reúne para a prática de esportes, para o lazer, para a diversão das crianças e para confraternizar-se junto a Natureza, sob o canto de diversas espécies de pássaros e à sombra de árvores quase centenárias, está a Praça do Nadinho, batizada assim em homenagem a um atleta de referência para a comunidade, um exímio nadador que surpreende até hoje pela resistência acumulada há quase oito décadas. Mas a homenagem a este atleta não existe mais, ou talvez não tenha mais importância, pois a praça está praticamente abandonada, sendo mantida com poucas condições pelos moradores das redondezas e por uma funcionária da Prefeitura de Olinda que realiza a limpeza duas ou três vezes por semana.

A praça está sem cor. Os bancos estão quebrados. A areia de praia onde as crianças brincam e se espojam - ações peculiares da infância -, está imunda pela urina e fezes dos cachorros de donos mal-educados e insensíveis, piores que os animais que eles rebocam pelas coleiras. A tela da quadra está arrebentada em várias partes. Não há barras para a prática de futebol. Não há aro para o basquete, embora existam as tabelas com a marca da Chesf. Por falta de material, não há como se jogar o vôlei. E na quadra esburacada não há drenagem para a água da chuva desaguar. O portão que dá acesso à quadra dá pena. E quando tudo isso parecia o fim da picada, o vereador da comunidade, que deveria honrar o salário que o povo lhe paga e ser o primeiro a contribuir para a preservação do espaço, emporcalha mais ainda a praça com uma faixa erguida a fim de lhe promover, como se a poluição existente fosse pouca e ele precisasse dar uma forcinha.

É a maior praça do bairro de Ouro Preto, um dos melhores lugares da comunidade para se ler um livro ou encontrar amigos para uma boa conversa.

Em 2014 o Brasil sediará uma Copa do Mundo, e dois anos depois, em 2016, sediará as Olimpíadas. Todavia, se depender do político da área e do poder público municipal, nenhum atleta sairá de Ouro Preto para essas competições.

Não por acaso, o Ministro dos Esportes do Governo Lula é do mesmo partido do prefeito e do vereador da comunidade. Mas nem assim eles percebem que no centro de Ouro Preto existe uma grande praça, arborizada, com uma excelente quadra para a prática de esportes e para a diversão de crianças e adolescentes, que agoniza, esperando apenas pelo seu fim.

Tenho a triste impressão que alguém com forte influência política já confeccionou projeto para a construção de um condomínio fechado sobre as ruínas da Praça do Nadinho.

Marabá



Escrito por Marabá às 01h20
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Dois Mil e Dez

A corrida pela sobrevivência me afasta da escrita, por essa razão há tanto tempo não atualizo o Blog do Marabá. Mas a vida é dinâmica, não funciona a reboque dos desejos e necessidades pessoais, ela acontece aqui e alhures; a todo o momento, a cada segundo. Porquanto numa hora, eu tinha que voltar a blogar.

O ano que passou ficará na memória durante algum tempo, depois passará como os outros que passaram. Todavia, fatos merecem ser lembrados, pois que cada ano é um elo dessa corrente chamada Tempo e tudo está ligado, ano velho e ano novo.

De tudo aquilo que vivi em 2009, participar da produção do primeiro Pólo de Carnaval no Bairro de Ouro Preto foi a grande realização, por ter sido a concretização de um projeto e de um sonho, e devo isso ao prefeito Renildo Calheiros e ao pessoal da Produção e Arte. Foi uma linda festa, onde as famílias puderam brincar na paz durante os quatro dias de carnaval, numa sincera confraternização que só o povo é capaz de viver. Sinto-me realizado por ter participado da produção desse evento.

No campo político, meu afastamento da Câmara dos Vereadores de Olinda e o PED 2009 são duas experiências que pessoalmente carrego do ano passado.

Toda separação causa dissabor. Todavia, não foi difícil largar o gabinete comunista na CMO, pois não conseguia permanecer num ambiente estéreo de ideologia progressista e sem valor humano; não por culpa do PCdoB, mas pela ineficiência e egoísmo do político sob o qual eu exercia minha militância. Hoje me sinto livre, porém triste por não ter sido compreendido e por ver a mula empacada na lama.

A grande lembrança política, no entanto, foi participar do PED – Processo de Eleição Direta - e colaborar com os rumos do Partido dos Trabalhadores em 2009. O resultado então não poderia ter sido melhor, em todas as instâncias o PT escolheu bem seus líderes. Em Olinda tivemos a vitória da companheira Tereza Leitão para a presidência do partido. Creio que seja o início de um novo tempo, o primeiro passo para a concretização do grande projeto dos sonhos para a cidade.

Muita coisa aconteceu em 2009, mas um fato merece reflexão urgente, a frustrada Cúpula sobre o Clima, realizada na cidade de Copenhague, Dinamarca. O homem não está mesmo interessado na saúde do Planeta Terra. Nossos líderes dão mais atenção à crise econômica, o quanto a menos terão de lucro, do que à Natureza. E o resultado disso não poderia ser diferente, tempestade em todos os continentes; vulcões em erupção; furacões devastadores; terremotos por toda parte; tsunamis na Ásia e Oceania; o desgelo dos pólos; centenas de espécies da fauna e da flora planetária em extinção; a seca na África, Ásia, América e Oceania; desmoronamentos de barreira; a poluição; a fome; as doenças; a morte e o terror; o risco eminente do fim da raça humana. O homem ainda não percebeu que a Natureza não precisa dele, que ele não é mais que qualquer outra espécie, com a única ressalva de ser responsável em manter todas as outras vivas, já que supostamente possui inteligência. A Natureza é soberana, submissa apenas às Leis de Deus.

O homem decide a guerra numa rapidez incrível, muitas vezes sem pensar, mas não consegue decidir numa década o que é melhor para o planeta.

E por falar em guerra, o prêmio Nobel da Paz de 2009 foi uma decepção. Barack Obama foi o premiado. O presidente da nação mais belicista do planeta, a máquina terrorista que condena a morte, sem dó nem piedade, velhos, crianças, mulheres e homens indefesos; que apóia a prática de tortura; que contribui para o golpe de estado em países que não se alinham à política estadunidense - como ocorreu com Honduras - e que não é senão a do capitalismo especulativo e egoísta, que causa a fome, o desemprego e a violência urbana. Não dá pra entender. Não que Obama não tenha boa vontade, mas seu governo está no primeiro ano e com espírito estadunidense ele defende a guerra como forma de se chegar a Paz. Aliás, foi o argumento que ele defendeu quando recebeu o prêmio. Ou seja, muita gente vai morrer vitimada pelo fogo que o Prêmio Nobel da Paz de 2009 tem sob seu comando. Quem defende a Paz não opta pela guerra, pois que a guerra é um instrumento da violência, que é o oposto da Paz, e um extingue o outro.

E como o assunto violência é demasiado extenso, ainda que repugnante, devemos ao menos tentar exaurir.

Não entendo como comemoramos em 2009 os vinte anos de queda do Muro de Berlim, mesmo sabendo que ele está lá no Oriente Médio, sendo utilizado pelos israelenses contra os palestinos. Ele está lá, neste momento, na terra de Jesus, erguido como um monumento à espoliação. Hoje, sob a vigilância complacente da ONU e da Comunidade Internacional, temos um Auschwitz palestino.

Tanto quanto a democracia, a violência é tratada com relatividade. Não consigo entender porque o Irã e a Coréia do Norte sofreram tanta pressão em 2009 para que interrompam seus programas nucleares, enquanto que Eua, Rússia, Israel, China, Índia e Paquistão possuem ogivas nucleares destinadas à destruição da humanidade. O sensato é convencer o outro com o exemplo, e não com o contrário. Jamais alcançaremos a Paz se nossas máscaras da demagogia não forem retiradas a tempo.

Em 2009, enquanto o mundo assistia a fome devastar a Etiópia, Michael Jackson morria no alto de sua suntuosidade, e eu me perguntava o que danado ele tinha feito de todo aquele dinheiro que lucrou com o disco ‘We are the Wold’. Desconfio que jamais tenha chegado ao continente africano.

2009 está um pouco lá trás e 2010 está praticamente inteiro a nossa frente. Entre alegrias e tristeza, um deixa saudade e o outro traz esperança. Tanto a lembrar, tanto a viver... Será um ano inesquecível!

 

Marabá

 



Escrito por Marabá às 01h50
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Uma Mula Empacada na Lama

 

 

Em meu currículo político, guardo a vitória de outubro (de 2008) como sendo uma grande vitória estratégica, quando conseguimos ajudar a reeleger um candidato, desacreditado pela má fama de seu primeiro mandato, ao legislativo municipal. Como coordenador de comunicação (dividido com outro companheiro) e militância, postos fundamentais para o êxito em um pleito, não neguei esforços para que o sucesso fosse alcançado. E mesmo com os pontos negativos que assombravam nossa campanha; mesmo com todas as limitações que o próprio candidato nos impôs; mesmo com a falta de consciência política daqueles que estavam ao nosso lado, alcançamos a vitória. Acreditei mais uma vez estar a serviço das forças progressistas de esquerda e que isso seria bom para o povo.

Mas eu estava completamente equivocado.

Passada a ressaca da vitória, e participando da equipe de gabinete do político eleito, comecei a perceber que sua má fama tinha sentido. Afinal, faltavam-lhe apenas a letra ‘m’ e asas para que de fato fosse uma mula. E começou a brotar em mim uma grande decepção por ter contribuído com sua vitória. Sua falta de sensibilidade com a condição alheia, seu egoísmo mundano, e sua carência de ideologia, levaram-me - mesmo que dependente do salário de assessor - a afastar-me de seu convívio. A gota d’água foi perceber que na esfera desse gabinete o público e o privado se misturam sem qualquer consciência, e que, aquilo que é público, destinado ao bem estar do coletivo, terminava por se tornar privado, como se o político fosse o proprietário de todos os recursos e a ninguém devesse satisfação. Em sua mente, paira a idéia sombria de que ele é um rei. E o bolso, desse que foi eleito para representar o povo, acabava se tornando pouco. E o que era vil, acabou se tornando um vício.

‘O homem é o lobo do homem’, disse Karl Marx, sem jamais imaginar que alguns comunistas também seriam lobos. O homem comum passou a ser explorado também por aqueles que deveriam lhe salvar da exploração; desrespeitado por aqueles que deveriam lutar por seu respeito; e indignado por aqueles que deveriam lhe oferecer dignidade.

 

Com todo respeito aos animais da Natureza, mas a mula (humana) está empacada na lama do roubo, impregnada pelos parasitas da corrupção, e manca do lado esquerdo.

 

Ao que se sabe, a mula terá sorte se apenas perder o mandato.

 

 Marabá



Escrito por marabá às 13h36
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O Assassinato em Massa de Jovens

Um verdadeiro massacre. Embora pareça que nada de mais esteja acontecendo. Nas salas de aula de História estão lembrando os genocídios ocorridos em épocas passadas, aqueles promovidos por chefes de estado, atos repugnantes que em nossos dias não deveriam mais caber. É que a idéia iluminista dos Direitos Humanos, reinante na atualidade, tenta impedir que governantes tiranos executem pessoas à revelia da Justiça.

Por outro lado, um outro genocídio, sem a interferência do Estado, ocorre quase que silenciosamente, mais feroz, mais cruel e praticamente sem qualquer reação, extermina uma geração inteira. De característica banal, essa matança ocorre todos os dias e em quase todas as cidades brasileiras.

No mês de julho passado, foi publicado na imprensa que estudo da Unicef prevê um resultado aterrorizante, 33 mil jovens, de 12 a 19 anos, serão assassinados até 2012. Esse quadro é o colapso das relações humanas. É o retorno do homem à selvageria.

Esse estudo da Unicef infelizmente parece estar correto. Pois basta acompanhar abaixo as notícias que foram vinculadas no jornal Folha de Pernambuco de 21 a 31 de julho, no encarte de polícia - o caderno do sangue no asfalto – para se ter idéia de que a situação é de terror ou terrorismo, como queiram. Pois todos os dias um ou mais jovens, que se enquadram nesse estudo, são executados na região metrolopitana do Recife:

21 de Julho de 2009, terça-feira – Alex Vieira da Silva, de 19 anos, foi executado por tiros de pistola em Jaboatão dos Guararapes. Na mesma data e cidade, mais uma noite de terror, Jonatas Alves Germano Menino, de 18 anos, como diz o próprio nome, um menino, foi morto por ataque de arma de fogo.

22 de Julho de 2009, quarta-feira –Rubenilson Gomes da Silva, de 17 anos, foi executado em casa, enquanto assistia televisão e cinco homens entraram atirando, matando, além do jovem, mais duas pessoas de 20 e 23 anos, em Jaboatão dos Guararapes. E na mesma edição, Fernando Felix da Silva, de 17 anos, foi encontrado morto com cerca de dez perfurações no corpo, também em Jaboatão dos Guararapes.

23 de Julho de 2009, quinta-feira – Um estudante de 16 anos foi assassinado a tiros em Jaboatão dos Guararapes, enquanto se diria para a escola.

24 de Julho de 2009, sexta-feira – Um  adolescente de 16 anos foi assassinado em Abreu e Lima com tiros no rosto.

25 de Julho de 2009, sábado  – Um jovem de 17 anos foi assassinado no início da tarde por dois homens em Jaboatão dos Guararapes, com cerca de seis tiros.

26 de Julho de 2009, domingo – O jornal Folha de Pernambuco não publica o encarte policial aos domingos.

27 de Julho de 2009, segunda-feira  – Dois menores, um de 16 e o outro de 17 anos, foram encontrados mortos em Paulista, torturados e executados com tiros na cabeça.

28 de Julho de 2009, terça-feira  – Mais um duplo homicidio de jovens. Josivan Araujo da Silva, de 18 anos, e Jeferson da Silva Souza, de 19 anos, foram assassinados a tiros no Bairro da Madalena, em Recife.

29 de Julho de 2009, quarta-feira  – Wellington Luiz Barbosa, de 19 anos, foi morto por três tiros de arma de fogo que acertaram seu rosto e suas costas, no Recife.

30 de Julho de 2009, quinta-feira -   Elias Nunes, de 19 anos, foi brutalmente assassinado a pedradas e facadas no Recife.

31 de Julho de 2009, sexta-feira – Emerson Nunes do Nascimento, de 18 anos, foi encontrado morto em Olinda. No seu corpo, uma curiosidade, a vítima trazia uma medalha com a imagem de Jesus Cristo e um santinho com a imagem de um jovem de apenas 14 anos, assassinado no dia 29 de abril deste ano.

Trata-se de um geração que está sendo exterminada. A maioria dos crimes levantados nesses dez dias foram cometidos por armas de fogo. Será que eles aconteceriam se a venda das armas de fogo fosse proibida em solo brasileiro no Referendo de 2005?

É um assassinato em série contra jovens, que se segue dia após outro. Cuja causa principal é o tráfico de crack, onde inocentes - pois que a juventude, por si só, é inocente – estão sendo vitimados. E que de certa forma a sociedade parece conformada.

Não existe pena de morte no Brasil. Mas existe a pena de morte pirata. Pois os criminosos julgam, condenam e executam suas punições à revelia da justiça.

Uma coisa é certa, criminoso não se aposenta. Um mata o outro, depois vem outro e mata o que matou antes.

"É pela paz que eu não quero seguir admitindo".

 Marabá



Escrito por marabá às 17h13
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Político Ladrão

“... Um milagre do povo! Nós que somos vagabundos dos caminhos do Brasil, que o cortamos em todas as direções, em todas as conduções, nós temos visto diariamente novos milagres, espantosos milagres do povo. Aqueles que não crêem no povo são os que não crêem na poesia e no heroísmo. E o povo realiza a cada dia novos milagres de poesia, novos milagres de heroísmo... Herói, que coisa tão simples, tão grande e tão difícil! Herói, que palavra mais linda! Só o povo concebe, alimenta e cria o Herói. Nasce das suas entranhas, que são as suas necessidades. Nasce do povo, é o próprio povo no máximo de suas qualidades... O Herói está na frente do povo quando o povo se levanta, conquistando liberdade. Os outros são fabricados, poetas incensadores dos tiranos, nascidos de um setor de classe, vendidos por migalhas de pão de mesas ricas, capados no seu poder criador igual a um capão que tem a plumagem tão linda como um galo, mas não tem nenhuma força viril. E os que, coroados de louvor, apresentam-se como heróis, são apenas tiranos sobre o povo em dramático carnaval... Tu chorastes uma dia quando alguém que nos era caro se vendeu, vestiu ele também sua camada de lama. Durante um momento perdestes a confiança e desejastes morrer, já que tudo era tão podre e tão vil... E então eu te prometi contar a história do herói, aquele que nunca se vendeu, que nunca se dobrou, sobre quem a lama, a sujeira, a podridão, a baba nojenta de calúnia, nunca deixaram rastro...”

(Trecho do Livro ‘O Cavaleiro da Esperança', de Jorge Amado)

Se és um político, eleito ou nomeado pelo povo, para representar o estado desse povo, e não honras esse dever, não és senão um ladrão, gatuno canalha que embolsa o salário que o povo te paga,  e não cumpres a tarefa. E se, pior ainda, crias mecanismos para desviar recursos do povo, os quais te foram sagradamente confiados, para alimentar tua riqueza, teus vícios, e tua vaidade, és de fato um ladrão, mas daqueles que merecem ser expostos em praça pública a fim de que as futuras gerações do povo conheçam o mau exemplo e jamais permitam que um elemento igual assuma tal responsabilidade.

Não brinque com o povo. Antes das más ações contra o povo, lembra-te das revoluções francesa e russa, onde os traidores do povo que estavam no poder foram trucidados pela ira popular. Saibas, como político, que o povo não pode ser enganado, pois hora chega em que ele acorda, indigna-se, e se lança contra ti. Reconheça que o povo é a alma da sociedade, e que é na alma que os sentimentos habitam, movimentam-se. A revolta do povo é algo que nenhum político deseja encarar.

E aí de ti, que se apresenta como partido do povo, e que, com promessas aventureiras que bem sabes não conseguir cumprir, age, depois de proclamado, igual os partidos dos tiranos agiam, e se desculpa como os tiranos que há pouco deixaram o poder, corridos pelo povo.

É pena que tua alma seja a de um político ladrão, vulgar e estúpida, que esqueceu o povo.

Tenho pena de ti, ladrão do povo, pois Deus, o Pai do povo, confiou a ti a responsabilidade de guiar o povo. E o que fizestes, então? Roubastes. Pensando, na tua insensatez tirana, que era capaz de enganar, não só ao povo, como também a Deus. Estás na vala comum dos mundanos que compactuam com o atraso da humanidade. Não irás muito longe, pois tua cova já está preparada e um lugar de fogo te espera, para cozinhar, durante gerações, tua alma sem valor, cuja consciência impregnada de más lembranças te conduzirá a esse umbral.

Mais valem mil marginais – que não viveram a alegria da vida e essa, por sua vez, empurrou-lhes, pela ignorância mal recebida na infância, à criminalidade – a um político como és, ladrão, e que causa tanto mal a humanidade, muito mais que mil marginais.

Poderias entrar para a História como um herói. Mas, pelos atos vis que cometestes contra o povo, serás sempre lembrado como um ladrão.

Marabá



Escrito por marabá às 12h18
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Lula recebeu o prêmio Félix Houphouët-Boigny

Itamar Belo dos Santos
 
Félix Houphouët-Boigny foi um presidente da Costa do Marfim (país africano) cujo governo destacou-se por obras sociais e de infra-estrutura.

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1990 criou um prêmio com o seu nome: “Para honrar pessoas e atividades de entidades públicas ou privadas, ou instituições que deram uma significativa contribuição para promover, buscar, salvaguardar ou manter a paz em conformidade com a Carta das Nações Unidas e a Constituição da UNESCO”.

Apenas grandes personalidades mundiais como Nelson Mandela (África do Sul), Yasser Arafat (Palestina), Yitzhak Rabin (Palestina), Juan Carlos (Rei da Espanha), Jimmy Carter (Estados Unidos), entre outros, foram agraciados com este prêmio.

O Presidente do Brasil, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, foi o único brasileiro e o único sul-americano que teve a honra de ser indicado e ter o nome aprovado para receber esta tão distinta e seleta homenagem. Este prêmio lhe foi conferido pela UNESCO em 2008 e lhe foi entregue em Paris, em 7 de julho de 2009. A UNESCO justificou a escolha de Lula pelo “Seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como pela sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a de proteção dos direitos das minorias”.

 

Lamentavelmente, o povo brasileiro não tomou conhecimento deste fato, simplesmente porque ele foi pouquíssimo divulgado pela mídia. Esta limitou-se à divulgação de pequenos flashes, assim mesmo, dando mais atenção aos membros do Green Peace, que na hora da entrega do prêmio, subiram no palco portando faixas de protestos contra a destruição da floresta amazônica.

É inadmissível que, praticamente, seja escondido do povo brasileiro um fato tão relevante como este. Ao invés de divulgá-lo, as emissoras de televisão dedicaram horas intermináveis para a transmissão da morte do cantor Michael Jackson, cuja vida privada não é, nem de longe, exemplo para a juventude.

 

É fundamental que fatos que dignificam e projetam o Brasil, sejam levados ao conhecimento do povo brasileiro. Isto faz aumentar a nossa auto-estima, que, infelizmente, desde o governo de JK, só se manifesta através do futebol, de quatro em quatro anos, por ocasião da copa mundial.

Tanto o mundo como os brasileiros se empolgam com o futebol e com o carnaval do Brasil porque, além de extraordinários, esta empolgação é estimulada pela mídia, através de uma excelente divulgação dos sucessos e vitórias. No entanto conquistas como a do presidente Lula também são merecedoras de atenção por parte da mídia. É injustificável que um acontecimento de tamanha envergadura não tenha merecido uma divulgação a altura, privando o povo brasileiro de mais uma empolgação, de mais um motivo de orgulho.

* Médico, PhD em Dermatologia

Coletado: http://www.folhape.com.br/



Escrito por marabá às 10h57
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Aquela Velha História de Assaltar o Povo

11 de Abril de 2002, tropas cercam o palácio presidencial. Soldados, de armas em punho, ameaçam o governante latino-americano, eleito democraticamente, exigindo sua rendição. A imprensa conservadora promove a ação e faz sua parte, põe em prática uma campanha midiática para legitimar os usurpadores no poder. O povo, vítima também do golpe de estado, não consegue entender o que está acontecendo. Mas, de qualquer forma, não se deixa embriagar pelas notícias. Um representante da burguesia, de cor clara, é colocado às pressas no lugar do presidente deposto, e vive, durante alguns momentos, a ilusão de ter apoio popular... Três dias depois o antigo governante é trazido de volta nos braços do povo e a forças conservadoras sofrem uma humilhação jamais vista neste país.                                                                              

29 de Junho de 2009, tropas cercam o palácio presidencial. Soldados, de armas em punho, ameaçam o governante latino-americano, eleito democraticamente, exigindo sua rendição. A imprensa conservadora promove a ação e faz sua parte, põe em prática uma campanha midiática para legitimar os usurpadores no poder. O povo, vítima também do golpe de estado, não consegue entender o que está acontecendo. Mas, de qualquer forma, não se deixa embriagar pelas notícias. Um representante da burguesia, de cor clara, é colocado às pressas no lugar do presidente deposto, e vive, durante alguns momentos, a ilusão de ter apoio popular...

Duas datas diferentes e a mesma história, o golpe contra o povo. A direita latino-americana não toma vergonha na cara. Em público defende a democracia, mas no íntimo ela a odeia. É insuportável para a burguesia aceitar a decisão popular quando o resultado é progressista. Na cabeça desses tiranos, o povo jamais teria direito ao voto. Para eles, deveria ser tudo como antes, as oligarquias prepotentes é que deveriam decidir o destino de suas nações. Mas a história impulsionou o homem moderno a defender a democracia, por ser um sistema mais justo que aqueles utilizados no passado. Na primeiro golpe, ocorrido na Venezuela contra o presidente Hugo Chavez, o Eua de imediato posicionou-se a favor dos golpistas. Lógico, o republicano George Bush, direitista convicto e presidente estadunidense na época, não só apoiou a trama como, ao que tudo indica, trabalhou nos bastidores para que ela fosse um sucesso. E criou um certo constrangimento para as nações que defendem a democracia, além de intimidar a ONU. Contudo, menos de três dias depois teve que amargar a derrota imposta a ele pelo povo venezuelano. No segundo golpe, ocorrido recentemente em Honduras, o presidente estadunidense Barack Obama, tal qual nosso presidente Lula, censurou veementemente os golpistas, exigiu o retorno imediato do presidente Manuel Zelaya ao poder; o Conselho de Segurança da ONU, por unanimidade, ordenou o retorno à democracia; os país vizinhos a Honduras fecharam suas fronteiras, isolando o atual governo; a comunidade européia censurou o novo governante golpista; a OEA exigiu o fim do golpe; e nenhuma nação ofereceu qualquer ajuda aos espoliadores da democracia. Hondura atualmente está isolada do resto do mundo, e o povo hondurenho esta nas ruas, exigindo que Zelaya volte ao poder. Ou seja, de uma data a outra o mundo evoluiu sobremaneira. Em menos de sete anos a humanidade deu um guinada em direção ao progresso, e resta aguardar que os imundos que ainda nutrem no íntimo a vil intenção de denegrir a vontade do povo esqueçam essa idéia, e se conformem com os novos tempos.

À mídia foi dada também uma nova lição, já que ela tem o triste hábito de acompanhar aqueles que no passado espoliaram o povo e que no presente ameaçam a democracia. No golpe de Honduras, como no da Venezuela, a imprensa de imediato legitimou os golpistas, lançou acusações contra os presidentes eleitos e criou ilusões para que o povo concebesse a idéia de que a vida em seu país seria bem melhor. Como os golpistas, ela também amarga uma grande derrota.

Não resta dúvida de que Manuel Zelaya retornará em breve ao comando da nação hondurenha. Mas desse episódio convém guardar a experiência de que contra a direita jamais devemos baixar a guarda, pois ela ainda vive no tempo em que podiam fazer o que bem queriam, e o resto tinha o dever de seguir.

Democracia, sempre! 

Marabá



Escrito por marabá às 15h08
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A Rosa Vermelha

“O revolucionário se forja na sua própria luta.”

                                                     Maurício Grabois

                        

Temos diversas heroínas em nossa história brasileira, mulheres indignadas com os sistemas sob os quais foram obrigadas a viver. Lutaram, mas jamais perderam a ternura; lutaram, e ajudaram a configurar nossa Nação como ela é hoje; lutaram, e construíram um mundo melhor. Temos Pagu, poetisa, ex-esposa do escritor Oswald de Andrade, revolucionária que contribuiu na transformação de nossa sociedade. Temos Olga, esposa de Luis Carlos Prestes, incansável lutadora, líder internacional do partido comunista, presa ao lado do Cavaleiro da Esperança e entregue aos nazistas pela ditadura de Vargas. Sob o comando de Prestes, temos as colunistas que o seguiram, algumas que até pariram durante a marcha. Temos Dilma Rousseff, personagem do movimento armado de esquerda que lutou contra a ditadura militar e pela restauração da Democracia em nossa sociedade, oxalá seja nossa futura presidente do Brasil. Temos a valente Diná, guerrilheira comunista, hoje uma lenda para o povo pobre do Araguaia, e que durante o combate, dado a sua coragem e poder de luta, foi respeitada até pelo inimigo. E temos Anita Garibaldi, militante maior do movimento de independência do Rio Grande do Sul. Contudo, de todas essas mulheres e de tantas outras que a história oficial nos esconde, e que nos enchem de ânimo para continuarmos lutando e acreditando num mundo melhor, temos a grandiosa figura de Elza Monnerat.

Nascida em 1913, Elza Monnerat dedicou toda sua vida a luta silenciosa pelo socialismo e pela justiça ao povo brasileiro, que não se outorgou de comandante, mas sim de soldado de primeira hora do Partido Comunista do Brasil; que, mesmo com idade avançada, não deixou de disponibilizar o espírito combatente sob o qual sua consciência se guiava. Era uma grande líder, embora empunhasse a figura de uma velhinha, de cabelos brancos, simpática e sorridente. Era um exército numa pessoa só; quem dera hoje a nova militância da esquerda concebesse seu espírito idealista.

 

Desde que despertei para a Política, ao tomar emprestado um livro chamado ‘Guerra de Guerrilhas’, que mudou minha vida, admiro a história de Elza Monnerat. Isso porque, este livro de Fernando Portela era uma dos únicos testemunhos publicados em 1991 sobre a Guerrilha do Araguaia, uma epopéia em que quase setenta guerrilheiros, recrutados nas principais capitais do país, em nome do PCdoB, combateram cerca de cinco mil homens do Exército Brasileiro a serviço da ditadura militar. Diga-se de passagem, este livro é o marco inicial de meu engajamento na esquerda. E, ainda que, ironicamente eu estivesse servindo como 2º Tenente na 23ª Cia Com Sl, em Marabá/PA – quartel vizinho ao 52º Bis, batalhão que, vinte anos antes concentrara o comando militar das operações contra os camaradas comunistas - pude ler em segredo, já que a 2ª Sessão em meu quartel ainda caçava, mesmo na década de noventa, aqueles que simpatizassem com ideais de esquerda. Juro, pensei que aquela história fosse mentira. Jamais ouvira falar da Guerrilha do Araguaia, mas ela era um fato. Anos mais tarde a verdade sobre esse conflito veio a público, e Elza Monnerat figurava entre os heróicos guerrilheiros que sacrificaram a vida pelo Socialismo. Ela representa muito para mim.

 

Num mundo em que o capitalismo seduz sobremaneira a esquerda contemporânea, em que ela, impregnada por essa sedução, esquece-se dos grandes mártires, daqueles lutadores torturados e mortos por seguirem fiéis aos seus ideais de justiça, nada como lembrar Elza. Lembrá-la, é tornar viva a figura daqueles que, nos anos sombrios da clandestinidade e repressão do governo, seguiram corajosos para que a esquerda fosse mais do que ela é hoje, idealista e, sobretudo, representante do povo. Resgatar a figura de Elza Monnerat é uma maneira sapiente de mostrar a juventude descrente dos dias de hoje, que a mais bela revolução é aquela em que participamos conscientes.

Nada mais justo que homenagearmos a figura da grande líder comunista Elza Monnerat, como exemplo de sua força e de seu combate. E é isso que a Câmara Municipal de Olinda e o PCdoB, sob coordenação da militante comunista Edjane Quirino, farão nesta segunda-feira – 15 de junho – as 19:00h, no plenário da Casa Bernardo Vieira de Melo, Rua 15 de Novembro, nº 93, Varadouro, Olinda. Um ato político em reconhecimento ao seu grande valor e a sua história.

 

Jamais devemos nos esquecer, Elza Monnerat vive!

 

Marabá



Escrito por marabá às 11h45
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Por Água Abaixo

Parece mentira. Mas meu último texto para este blog foi escrito há mais ou menos dois meses, justamente no dia da mentira, 1º de abril. E muita coisa aconteceu neste tempo, o que comprova que a História, de fato, é demasiado dinâmica. No entanto, um assunto, entre tantos, chama mais minha atenção, a CPI criada para investigar a Petrobras. É certo que o Congresso tem uma infinidade de coisas para investigar, principalmente em áreas relacionadas à violência urbana, neste caso, existem dezenas de indícios de que parlamentares estão envolvidos com a criminalidade, o que seria um motivo para investigação. Mas eles preferem investigar a Petrobras, o que temos de melhor no Brasil. Fazer o quê? Aliás, o senador Jarbas Vasconcelos, no plenário do Congresso, disse que no seu partido, o PMDB, tinha ladrão.  Jarbas ta em casa. Contudo, isso não seria um bom motivo para uma CPI? Ou será mesmo que é um caso de polícia?

É certo que temos uma oposição que pesa em seu passado atos de corrupção e incompetência administrativa, o que lhe tira a legitimidade para lançar acusações contra um presidente oriundo da classe mais simples da sociedade, e que é considerado hoje o melhor administrador que esse país já teve. Porquanto não é a toa que essa oposição, com vistas ao pleito de 2010, usou a Petrobras, quem sabe como bode expiatório, para atingir o governo Lula e enfraquecer aqueles que estiverem ao seu lado. Não sabe a oposição que ela está dando um tiro no próprio pé, como sempre.

Com o risco de que sejam levantadas informações da Petrobras durante o mandato de FHC, os tucanos jamais deveriam mexer neste assunto. Pois tudo indica que defuntos desse tempo serão desencovados, haja visto que será extremamente difícil evitar falar sobre o afundamento da Plataforma P36, na época a maior do mundo, e que jaz no fundo do mar da Bacia de Campos desde março de 2001. Ou até mesmo das articulações medonhas que o governo dessa mesma oposição dispensou para que fosse privatizada, quando tentaram até trocar seu nome para Petrobrax.  E que, não fosse a ação do PT, PCdoB e Movimentos Sociais, tudo iria por água abaixo, literalmente, como foi a P36. No entanto, não é de se admirar que a mídia esteja do lado da oposição, usando ainda o triste argumento de que o PT - e demais aliados - quando na oposição, pedia CPI pra tudo – ainda que nenhuma tenha sido instalada -.

                Quando a Petrobras alcançou a auto-suficiência em 2006, a imprensa se calou. O que deveria ser considerado um feriado nacional, quase não foi percebido. Praticamente o povo brasileiro desconhece essa grande vitória. Desde 1953 nosso país sonhava com essa marca, que se dependesse da oposição de hoje, jamais deveria ser conquistada. É algo como a conquista do direito do Brasil realizar a Copa do Mundo de 2014, que fez mal àqueles que torcem contra Lula.

 

                Acontece, porém, que nem a oposição consegue esconder seu lixo debaixo do tapete e tampouco a mídia consegue ajudar, tendo em vista tanta sujeira a esconder. Vamos lá, dos seis governadores eleitos pelo PSDB, um já teve o mandato cassado, Cassio Cunha Lima, da Paraíba; Teotônio Vilela de Alagoas foi acusado pelo Ministério Público de participar da máfia das obras, que envolve Zuleido Veras, dono da empresa Gautama, acusado de pagar propinas para autoridades públicas, e agora o tucano está sendo julgado pelo STJ, que já condenou Jackson Lago, ex-governador do Maranhão, pelo mesmo crime; Em Roraima, o Ministério Público pediu a cassação de José Anchieta Junior, eleito vice-governador do também tucano Ottomar Pinto, morto em 2007, acusado de crime eleitoral juntamente com o atual governador; Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul, está atolada até o pescoço com falcatruas, sua popularidade está na casa dos 7%, enquanto que mais de 70% pedem seu impedimento, e que corre grande risco de enfrentar uma CPI na Assembléia gaúcha apoiada até pelo aliado Dem; Nesse ninho de abutres, quer dizer, tucanos, os que aparentemente se salvam é José Serra/SP e Aécio Neves/MG, mas a Secretaria de Educação de Serra, chefiada por um ex-ministro de FHC, criou um escândalo inimaginável, distribuiu milhares de revistas pornôs para alunos do ensino primário e fundamental da rede estadual. No entanto, se fosse num governo petista, esse fato se transformaria em capa das revistas Veja e Época.

 

                Só uma perguntinha, essa oposição tem juízo?

Marabá



Escrito por marabá às 16h56
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Após 47 anos, OEA revoga suspensão de Cuba

Em uma decisão de relevância histórica para a América Latina, a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou, nesta quarta-feira, a resolução de 1962 que expulsou Cuba dos seus quadros. Depois de um dois dias de debates, a deliberação sobre a ilha foi feita por consenso e de forma incondicional. A posição dos Estados Unidos, que impunha exigências para que a sanção a Cuba pudesse ser retirada, foi, portanto, derrotada, mostrando isolamento do governo norte-americano, que insiste em sua política anti-cubana. 

 

Em meio a aplausos, Patrícia Rodas, presidente da Assembleia Geral da OEA, informou oficialmente que os 34 países reunidos na XXXIX cúpula da entidade deixaram sem efeito a medida adotada há 47 anos.

Minutos antes, o chanceler equatoriano, Fander Falconi, adiantou a notícia à impresna, afirmando que o a resolução 662 da OEA ''enche de satisfação os latino-americanos'' e  corrige um ''erro histórico'', baseado na lógica da Guerra Fria, que questionava as relações da ilha com a União Soviética e a China.

''A decisão é nítida, não envolve nenhum tipo de condicionamento. É uma plena reintegração e uma abolição dos temas que incuíram a expulsão de Cuba em 1962. Isso tinha a ver com uma hipocrisia consolidada nas relações hemisféricas, porque Cuba hoje tem relações com todos os países da América Latina'', disse.

Segundo Falconi, essa é uma ''notícia muito boa, reflete a mudança de época que se está vivendo na América Latina''. O chanceler completou: ''Muitos de nós não tinham nascido naquele momento e o que esta geração está fazendo é basicamente emendar a história, e aqui temos um desafio de construir uma história diferente''.

A decisão foi adotada hoje depois que, na véspera, os chanceleres de um grupo especial designado para tratar a questão permaneceram reunidos por mais de seis horas, sem se chegar a nenhum consenso.

As posturas em conflito eram as dos que propunham uma revogação da suspensão, sem condições, e outra, defendida pelos Estados Unidos, que mencionava a necessidade de que Cuba assumisse os compromissos de ''democracia e defesa dos direitos humanos''.

Coletado em: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=57367



Escrito por marabá às 18h43
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