Blog do Marabá


Uma Mula Empacada na Lama

 

 

Em meu currículo político, guardo a vitória de outubro (de 2008) como sendo uma grande vitória estratégica, quando conseguimos ajudar a reeleger um candidato, desacreditado pela má fama de seu primeiro mandato, ao legislativo municipal. Como coordenador de comunicação (dividido com outro companheiro) e militância, postos fundamentais para o êxito em um pleito, não neguei esforços para que o sucesso fosse alcançado. E mesmo com os pontos negativos que assombravam nossa campanha; mesmo com todas as limitações que o próprio candidato nos impôs; mesmo com a falta de consciência política daqueles que estavam ao nosso lado, alcançamos a vitória. Acreditei mais uma vez estar a serviço das forças progressistas de esquerda e que isso seria bom para o povo.

Mas eu estava completamente equivocado.

Passada a ressaca da vitória, e participando da equipe de gabinete do político eleito, comecei a perceber que sua má fama tinha sentido. Afinal, faltavam-lhe apenas a letra ‘m’ e asas para que de fato fosse uma mula. E começou a brotar em mim uma grande decepção por ter contribuído com sua vitória. Sua falta de sensibilidade com a condição alheia, seu egoísmo mundano, e sua carência de ideologia, levou-me - mesmo que dependente do salário de assessor - a afastar-me de seu convívio. A gota d’água foi perceber que na esfera desse gabinete o público e o privado se misturam sem qualquer consciência, e que, aquilo que é público, destinado ao bem estar do coletivo, terminava por se tornar privado, como se o político fosse o proprietário de todos os recursos e a ninguém devesse satisfação. Em sua mente, paira a idéia sombria de que ele é um rei. E o bolso, desse que foi eleito para representar o povo, acabava se tornando pouco. E o que era vil, acabou se tornando um vício.

‘O homem é o lobo do homem’, disse Karl Marx, sem jamais imaginar que alguns comunistas também seriam lobos. O homem comum passou a ser explorado também por aqueles que deveriam lhe salvar da exploração; desrespeitado por aqueles que deveriam lutar por seu respeito; e indignado por aqueles que deveriam lhe oferecer dignidade.

 

Com todo respeito aos animais da Natureza, mas a mula (humana) está empacada na lama do roubo, impregnada pelos parasitas da corrupção, e manca do lado esquerdo.

 

Ao que se sabe, a mula terá sorte se apenas perder o mandato.

 

 Marabá



Escrito por marabá às 13h36
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O Assassinato em Massa de Jovens

Um verdadeiro massacre. Embora pareça que nada de mais esteja acontecendo. Nas salas de aula de História estão lembrando os genocídios ocorridos em épocas passadas, aqueles promovidos por chefes de estado, atos repugnantes que em nossos dias não deveriam mais caber. É que a idéia iluminista dos Direitos Humanos, reinante na atualidade, tenta impedir que governantes tiranos executem pessoas à revelia da Justiça.

Por outro lado, um outro genocídio, sem a interferência do Estado, ocorre quase que silenciosamente, mais feroz, mais cruel e praticamente sem qualquer reação, extermina uma geração inteira. De característica banal, essa matança ocorre todos os dias e em quase todas as cidades brasileiras.

No mês de julho passado, foi publicado na imprensa que estudo da Unicef prevê um resultado aterrorizante, 33 mil jovens, de 12 a 19 anos, serão assassinados até 2012. Esse quadro é o colapso das relações humanas. É o retorno do homem à selvageria.

Esse estudo da Unicef infelizmente parece estar correto. Pois basta acompanhar abaixo as notícias que foram vinculadas no jornal Folha de Pernambuco de 21 a 31 de julho, no encarte de polícia - o caderno do sangue no asfalto – para se ter idéia de que a situação é de terror ou terrorismo, como queiram. Pois todos os dias um ou mais jovens, que se enquadram nesse estudo, são executados na região metrolopitana do Recife:

21 de Julho de 2009, terça-feira – Alex Vieira da Silva, de 19 anos, foi executado por tiros de pistola em Jaboatão dos Guararapes. Na mesma data e cidade, mais uma noite de terror, Jonatas Alves Germano Menino, de 18 anos, como diz o próprio nome, um menino, foi morto por ataque de arma de fogo.

22 de Julho de 2009, quarta-feira –Rubenilson Gomes da Silva, de 17 anos, foi executado em casa, enquanto assistia televisão e cinco homens entraram atirando, matando, além do jovem, mais duas pessoas de 20 e 23 anos, em Jaboatão dos Guararapes. E na mesma edição, Fernando Felix da Silva, de 17 anos, foi encontrado morto com cerca de dez perfurações no corpo, também em Jaboatão dos Guararapes.

23 de Julho de 2009, quinta-feira – Um estudante de 16 anos foi assassinado a tiros em Jaboatão dos Guararapes, enquanto se diria para a escola.

24 de Julho de 2009, sexta-feira – Um  adolescente de 16 anos foi assassinado em Abreu e Lima com tiros no rosto.

25 de Julho de 2009, sábado  – Um jovem de 17 anos foi assassinado no início da tarde por dois homens em Jaboatão dos Guararapes, com cerca de seis tiros.

26 de Julho de 2009, domingo – O jornal Folha de Pernambuco não publica o encarte policial aos domingos.

27 de Julho de 2009, segunda-feira  – Dois menores, um de 16 e o outro de 17 anos, foram encontrados mortos em Paulista, torturados e executados com tiros na cabeça.

28 de Julho de 2009, terça-feira  – Mais um duplo homicidio de jovens. Josivan Araujo da Silva, de 18 anos, e Jeferson da Silva Souza, de 19 anos, foram assassinados a tiros no Bairro da Madalena, em Recife.

29 de Julho de 2009, quarta-feira  – Wellington Luiz Barbosa, de 19 anos, foi morto por três tiros de arma de fogo que acertaram seu rosto e suas costas, no Recife.

30 de Julho de 2009, quinta-feira -   Elias Nunes, de 19 anos, foi brutalmente assassinado a pedradas e facadas no Recife.

31 de Julho de 2009, sexta-feira – Emerson Nunes do Nascimento, de 18 anos, foi encontrado morto em Olinda. No seu corpo, uma curiosidade, a vítima trazia uma medalha com a imagem de Jesus Cristo e um santinho com a imagem de um jovem de apenas 14 anos, assassinado no dia 29 de abril deste ano.

Trata-se de um geração que está sendo exterminada. A maioria dos crimes levantados nesses dez dias foram cometidos por armas de fogo. Será que eles aconteceriam se a venda das armas de fogo fosse proibida em solo brasileiro no Referendo de 2005?

É um assassinato em série contra jovens, que se segue dia após outro. Cuja causa principal é o tráfico de crack, onde inocentes - pois que a juventude, por si só, é inocente – estão sendo vitimados. E que de certa forma a sociedade parece conformada.

Não existe pena de morte no Brasil. Mas existe a pena de morte pirata. Pois os criminosos julgam, condenam e executam suas punições à revelia da justiça.

Uma coisa é certa, criminoso não se aposenta. Um mata o outro, depois vem outro e mata o que matou antes.

"É pela paz que eu não quero seguir admitindo".

 Marabá



Escrito por marabá às 17h13
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Político Ladrão

“... Um milagre do povo! Nós que somos vagabundos dos caminhos do Brasil, que o cortamos em todas as direções, em todas as conduções, nós temos visto diariamente novos milagres, espantosos milagres do povo. Aqueles que não crêem no povo são os que não crêem na poesia e no heroísmo. E o povo realiza a cada dia novos milagres de poesia, novos milagres de heroísmo... Herói, que coisa tão simples, tão grande e tão difícil! Herói, que palavra mais linda! Só o povo concebe, alimenta e cria o Herói. Nasce das suas entranhas, que são as suas necessidades. Nasce do povo, é o próprio povo no máximo de suas qualidades... O Herói está na frente do povo quando o povo se levanta, conquistando liberdade. Os outros são fabricados, poetas incensadores dos tiranos, nascidos de um setor de classe, vendidos por migalhas de pão de mesas ricas, capados no seu poder criador igual a um capão que tem a plumagem tão linda como um galo, mas não tem nenhuma força viril. E os que, coroados de louvor, apresentam-se como heróis, são apenas tiranos sobre o povo em dramático carnaval... Tu chorastes uma dia quando alguém que nos era caro se vendeu, vestiu ele também sua camada de lama. Durante um momento perdestes a confiança e desejastes morrer, já que tudo era tão podre e tão vil... E então eu te prometi contar a história do herói, aquele que nunca se vendeu, que nunca se dobrou, sobre quem a lama, a sujeira, a podridão, a baba nojenta de calúnia, nunca deixaram rastro...”

(Trecho do Livro ‘O Cavaleiro da Esperança', de Jorge Amado)

Se és um político, eleito ou nomeado pelo povo, para representar o estado desse povo, e não honras esse dever, não és senão um ladrão, gatuno canalha que embolsa o salário que o povo te paga,  e não cumpres a tarefa. E se, pior ainda, crias mecanismos para desviar recursos do povo, os quais te foram sagradamente confiados, para alimentar tua riqueza, teus vícios, e tua vaidade, és de fato um ladrão, mas daqueles que merecem ser expostos em praça pública a fim de que as futuras gerações do povo conheçam o mau exemplo e jamais permitam que um elemento igual assuma tal responsabilidade.

Não brinque com o povo. Antes das más ações contra o povo, lembra-te das revoluções francesa e russa, onde os traidores do povo que estavam no poder foram trucidados pela ira popular. Saibas, como político, que o povo não pode ser enganado, pois hora chega em que ele acorda, indigna-se, e se lança contra ti. Reconheça que o povo é a alma da sociedade, e que é na alma que os sentimentos habitam, movimentam-se. A revolta do povo é algo que nenhum político deseja encarar.

E aí de ti, que se apresenta como partido do povo, e que, com promessas aventureiras que bem sabes não conseguir cumprir, age, depois de proclamado, igual os partidos dos tiranos agiam, e se desculpa como os tiranos que há pouco deixaram o poder, corridos pelo povo.

É pena que tua alma seja a de um político ladrão, vulgar e estúpida, que esqueceu o povo.

Tenho pena de ti, ladrão do povo, pois Deus, o Pai do povo, confiou a ti a responsabilidade de guiar o povo. E o que fizestes, então? Roubastes. Pensando, na tua insensatez tirana, que era capaz de enganar, não só ao povo, como também a Deus. Estás na vala comum dos mundanos que compactuam com o atraso da humanidade. Não irás muito longe, pois tua cova já está preparada e um lugar de fogo te espera, para cozinhar, durante gerações, tua alma sem valor, cuja consciência impregnada de más lembranças te conduzirá a esse umbral.

Mais valem mil marginais – que não viveram a alegria da vida e essa, por sua vez, empurrou-lhes, pela ignorância mal recebida na infância, à criminalidade – a um político como és, ladrão, e que causa tanto mal a humanidade, muito mais que mil marginais.

Poderias entrar para a História como um herói. Mas, pelos atos vis que cometestes contra o povo, serás sempre lembrado como um ladrão.

Marabá



Escrito por marabá às 12h18
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Lula recebeu o prêmio Félix Houphouët-Boigny

Itamar Belo dos Santos
 
Félix Houphouët-Boigny foi um presidente da Costa do Marfim (país africano) cujo governo destacou-se por obras sociais e de infra-estrutura.

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1990 criou um prêmio com o seu nome: “Para honrar pessoas e atividades de entidades públicas ou privadas, ou instituições que deram uma significativa contribuição para promover, buscar, salvaguardar ou manter a paz em conformidade com a Carta das Nações Unidas e a Constituição da UNESCO”.

Apenas grandes personalidades mundiais como Nelson Mandela (África do Sul), Yasser Arafat (Palestina), Yitzhak Rabin (Palestina), Juan Carlos (Rei da Espanha), Jimmy Carter (Estados Unidos), entre outros, foram agraciados com este prêmio.

O Presidente do Brasil, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, foi o único brasileiro e o único sul-americano que teve a honra de ser indicado e ter o nome aprovado para receber esta tão distinta e seleta homenagem. Este prêmio lhe foi conferido pela UNESCO em 2008 e lhe foi entregue em Paris, em 7 de julho de 2009. A UNESCO justificou a escolha de Lula pelo “Seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como pela sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a de proteção dos direitos das minorias”.

 

Lamentavelmente, o povo brasileiro não tomou conhecimento deste fato, simplesmente porque ele foi pouquíssimo divulgado pela mídia. Esta limitou-se à divulgação de pequenos flashes, assim mesmo, dando mais atenção aos membros do Green Peace, que na hora da entrega do prêmio, subiram no palco portando faixas de protestos contra a destruição da floresta amazônica.

É inadmissível que, praticamente, seja escondido do povo brasileiro um fato tão relevante como este. Ao invés de divulgá-lo, as emissoras de televisão dedicaram horas intermináveis para a transmissão da morte do cantor Michael Jackson, cuja vida privada não é, nem de longe, exemplo para a juventude.

 

É fundamental que fatos que dignificam e projetam o Brasil, sejam levados ao conhecimento do povo brasileiro. Isto faz aumentar a nossa auto-estima, que, infelizmente, desde o governo de JK, só se manifesta através do futebol, de quatro em quatro anos, por ocasião da copa mundial.

Tanto o mundo como os brasileiros se empolgam com o futebol e com o carnaval do Brasil porque, além de extraordinários, esta empolgação é estimulada pela mídia, através de uma excelente divulgação dos sucessos e vitórias. No entanto conquistas como a do presidente Lula também são merecedoras de atenção por parte da mídia. É injustificável que um acontecimento de tamanha envergadura não tenha merecido uma divulgação a altura, privando o povo brasileiro de mais uma empolgação, de mais um motivo de orgulho.

* Médico, PhD em Dermatologia

Coletado: http://www.folhape.com.br/



Escrito por marabá às 10h57
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Aquela Velha História de Assaltar o Povo

11 de Abril de 2002, tropas cercam o palácio presidencial. Soldados, de armas em punho, ameaçam o governante latino-americano, eleito democraticamente, exigindo sua rendição. A imprensa conservadora promove a ação e faz sua parte, põe em prática uma campanha midiática para legitimar os usurpadores no poder. O povo, vítima também do golpe de estado, não consegue entender o que está acontecendo. Mas, de qualquer forma, não se deixa embriagar pelas notícias. Um representante da burguesia, de cor clara, é colocado às pressas no lugar do presidente deposto, e vive, durante alguns momentos, a ilusão de ter apoio popular... Três dias depois o antigo governante é trazido de volta nos braços do povo e a forças conservadoras sofrem uma humilhação jamais vista neste país.                                                                              

29 de Junho de 2009, tropas cercam o palácio presidencial. Soldados, de armas em punho, ameaçam o governante latino-americano, eleito democraticamente, exigindo sua rendição. A imprensa conservadora promove a ação e faz sua parte, põe em prática uma campanha midiática para legitimar os usurpadores no poder. O povo, vítima também do golpe de estado, não consegue entender o que está acontecendo. Mas, de qualquer forma, não se deixa embriagar pelas notícias. Um representante da burguesia, de cor clara, é colocado às pressas no lugar do presidente deposto, e vive, durante alguns momentos, a ilusão de ter apoio popular...

Duas datas diferentes e a mesma história, o golpe contra o povo. A direita latino-americana não toma vergonha na cara. Em público defende a democracia, mas no íntimo ela a odeia. É insuportável para a burguesia aceitar a decisão popular quando o resultado é progressista. Na cabeça desses tiranos, o povo jamais teria direito ao voto. Para eles, deveria ser tudo como antes, as oligarquias prepotentes é que deveriam decidir o destino de suas nações. Mas a história impulsionou o homem moderno a defender a democracia, por ser um sistema mais justo que aqueles utilizados no passado. Na primeiro golpe, ocorrido na Venezuela contra o presidente Hugo Chavez, o Eua de imediato posicionou-se a favor dos golpistas. Lógico, o republicano George Bush, direitista convicto e presidente estadunidense na época, não só apoiou a trama como, ao que tudo indica, trabalhou nos bastidores para que ela fosse um sucesso. E criou um certo constrangimento para as nações que defendem a democracia, além de intimidar a ONU. Contudo, menos de três dias depois teve que amargar a derrota imposta a ele pelo povo venezuelano. No segundo golpe, ocorrido recentemente em Honduras, o presidente estadunidense Barack Obama, tal qual nosso presidente Lula, censurou veementemente os golpistas, exigiu o retorno imediato do presidente Manuel Zelaya ao poder; o Conselho de Segurança da ONU, por unanimidade, ordenou o retorno à democracia; os país vizinhos a Honduras fecharam suas fronteiras, isolando o atual governo; a comunidade européia censurou o novo governante golpista; a OEA exigiu o fim do golpe; e nenhuma nação ofereceu qualquer ajuda aos espoliadores da democracia. Hondura atualmente está isolada do resto do mundo, e o povo hondurenho esta nas ruas, exigindo que Zelaya volte ao poder. Ou seja, de uma data a outra o mundo evoluiu sobremaneira. Em menos de sete anos a humanidade deu um guinada em direção ao progresso, e resta aguardar que os imundos que ainda nutrem no íntimo a vil intenção de denegrir a vontade do povo esqueçam essa idéia, e se conformem com os novos tempos.

À mídia foi dada também uma nova lição, já que ela tem o triste hábito de acompanhar aqueles que no passado espoliaram o povo e que no presente ameaçam a democracia. No golpe de Honduras, como no da Venezuela, a imprensa de imediato legitimou os golpistas, lançou acusações contra os presidentes eleitos e criou ilusões para que o povo concebesse a idéia de que a vida em seu país seria bem melhor. Como os golpistas, ela também amarga uma grande derrota.

Não resta dúvida de que Manuel Zelaya retornará em breve ao comando da nação hondurenha. Mas desse episódio convém guardar a experiência de que contra a direita jamais devemos baixar a guarda, pois ela ainda vive no tempo em que podiam fazer o que bem queriam, e o resto tinha o dever de seguir.

Democracia, sempre! 

Marabá



Escrito por marabá às 15h08
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A Rosa Vermelha

“O revolucionário se forja na sua própria luta.”

                                                     Maurício Grabois

                        

Temos diversas heroínas em nossa história brasileira, mulheres indignadas com os sistemas sob os quais foram obrigadas a viver. Lutaram, mas jamais perderam a ternura; lutaram, e ajudaram a configurar nossa Nação como ela é hoje; lutaram, e construíram um mundo melhor. Temos Pagu, poetisa, ex-esposa do escritor Oswald de Andrade, revolucionária que contribuiu na transformação de nossa sociedade. Temos Olga, esposa de Luis Carlos Prestes, incansável lutadora, líder internacional do partido comunista, presa ao lado do Cavaleiro da Esperança e entregue aos nazistas pela ditadura de Vargas. Sob o comando de Prestes, temos as colunistas que o seguiram, algumas que até pariram durante a marcha. Temos Dilma Rousseff, personagem do movimento armado de esquerda que lutou contra a ditadura militar e pela restauração da Democracia em nossa sociedade, oxalá seja nossa futura presidente do Brasil. Temos a valente Diná, guerrilheira comunista, hoje uma lenda para o povo pobre do Araguaia, e que durante o combate, dado a sua coragem e poder de luta, foi respeitada até pelo inimigo. E temos Anita Garibaldi, militante maior do movimento de independência do Rio Grande do Sul. Contudo, de todas essas mulheres e de tantas outras que a história oficial nos esconde, e que nos enchem de ânimo para continuarmos lutando e acreditando num mundo melhor, temos a grandiosa figura de Elza Monnerat.

Nascida em 1913, Elza Monnerat dedicou toda sua vida a luta silenciosa pelo socialismo e pela justiça ao povo brasileiro, que não se outorgou de comandante, mas sim de soldado de primeira hora do Partido Comunista do Brasil; que, mesmo com idade avançada, não deixou de disponibilizar o espírito combatente sob o qual sua consciência se guiava. Era uma grande líder, embora empunhasse a figura de uma velhinha, de cabelos brancos, simpática e sorridente. Era um exército numa pessoa só; quem dera hoje a nova militância da esquerda concebesse seu espírito idealista.

 

Desde que despertei para a Política, ao tomar emprestado um livro chamado ‘Guerra de Guerrilhas’, que mudou minha vida, admiro a história de Elza Monnerat. Isso porque, este livro de Fernando Portela era uma dos únicos testemunhos publicados em 1991 sobre a Guerrilha do Araguaia, uma epopéia em que quase setenta guerrilheiros, recrutados nas principais capitais do país, em nome do PCdoB, combateram cerca de cinco mil homens do Exército Brasileiro a serviço da ditadura militar. Diga-se de passagem, este livro é o marco inicial de meu engajamento na esquerda. E, ainda que, ironicamente eu estivesse servindo como 2º Tenente na 23ª Cia Com Sl, em Marabá/PA – quartel vizinho ao 52º Bis, batalhão que, vinte anos antes concentrara o comando militar das operações contra os camaradas comunistas - pude ler em segredo, já que a 2ª Sessão em meu quartel ainda caçava, mesmo na década de noventa, aqueles que simpatizassem com ideais de esquerda. Juro, pensei que aquela história fosse mentira. Jamais ouvira falar da Guerrilha do Araguaia, mas ela era um fato. Anos mais tarde a verdade sobre esse conflito veio a público, e Elza Monnerat figurava entre os heróicos guerrilheiros que sacrificaram a vida pelo Socialismo. Ela representa muito para mim.

 

Num mundo em que o capitalismo seduz sobremaneira a esquerda contemporânea, em que ela, impregnada por essa sedução, esquece-se dos grandes mártires, daqueles lutadores torturados e mortos por seguirem fiéis aos seus ideais de justiça, nada como lembrar Elza. Lembrá-la, é tornar viva a figura daqueles que, nos anos sombrios da clandestinidade e repressão do governo, seguiram corajosos para que a esquerda fosse mais do que ela é hoje, idealista e, sobretudo, representante do povo. Resgatar a figura de Elza Monnerat é uma maneira sapiente de mostrar a juventude descrente dos dias de hoje, que a mais bela revolução é aquela em que participamos conscientes.

Nada mais justo que homenagearmos a figura da grande líder comunista Elza Monnerat, como exemplo de sua força e de seu combate. E é isso que a Câmara Municipal de Olinda e o PCdoB, sob coordenação da militante comunista Edjane Quirino, farão nesta segunda-feira – 15 de junho – as 19:00h, no plenário da Casa Bernardo Vieira de Melo, Rua 15 de Novembro, nº 93, Varadouro, Olinda. Um ato político em reconhecimento ao seu grande valor e a sua história.

 

Jamais devemos nos esquecer, Elza Monnerat vive!

 

Marabá



Escrito por marabá às 11h45
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Por Água Abaixo

Parece mentira. Mas meu último texto para este blog foi escrito há mais ou menos dois meses, justamente no dia da mentira, 1º de abril. E muita coisa aconteceu neste tempo, o que comprova que a História, de fato, é demasiado dinâmica. No entanto, um assunto, entre tantos, chama mais minha atenção, a CPI criada para investigar a Petrobras. É certo que o Congresso tem uma infinidade de coisas para investigar, principalmente em áreas relacionadas à violência urbana, neste caso, existem dezenas de indícios de que parlamentares estão envolvidos com a criminalidade, o que seria um motivo para investigação. Mas eles preferem investigar a Petrobras, o que temos de melhor no Brasil. Fazer o quê? Aliás, o senador Jarbas Vasconcelos, no plenário do Congresso, disse que no seu partido, o PMDB, tinha ladrão.  Jarbas ta em casa. Contudo, isso não seria um bom motivo para uma CPI? Ou será mesmo que é um caso de polícia?

É certo que temos uma oposição que pesa em seu passado atos de corrupção e incompetência administrativa, o que lhe tira a legitimidade para lançar acusações contra um presidente oriundo da classe mais simples da sociedade, e que é considerado hoje o melhor administrador que esse país já teve. Porquanto não é a toa que essa oposição, com vistas ao pleito de 2010, usou a Petrobras, quem sabe como bode expiatório, para atingir o governo Lula e enfraquecer aqueles que estiverem ao seu lado. Não sabe a oposição que ela está dando um tiro no próprio pé, como sempre.

Com o risco de que sejam levantadas informações da Petrobras durante o mandato de FHC, os tucanos jamais deveriam mexer neste assunto. Pois tudo indica que defuntos desse tempo serão desencovados, haja visto que será extremamente difícil evitar falar sobre o afundamento da Plataforma P36, na época a maior do mundo, e que jaz no fundo do mar da Bacia de Campos desde março de 2001. Ou até mesmo das articulações medonhas que o governo dessa mesma oposição dispensou para que fosse privatizada, quando tentaram até trocar seu nome para Petrobrax.  E que, não fosse a ação do PT, PCdoB e Movimentos Sociais, tudo iria por água abaixo, literalmente, como foi a P36. No entanto, não é de se admirar que a mídia esteja do lado da oposição, usando ainda o triste argumento de que o PT - e demais aliados - quando na oposição, pedia CPI pra tudo – ainda que nenhuma tenha sido instalada -.

                Quando a Petrobras alcançou a auto-suficiência em 2006, a imprensa se calou. O que deveria ser considerado um feriado nacional, quase não foi percebido. Praticamente o povo brasileiro desconhece essa grande vitória. Desde 1953 nosso país sonhava com essa marca, que se dependesse da oposição de hoje, jamais deveria ser conquistada. É algo como a conquista do direito do Brasil realizar a Copa do Mundo de 2014, que fez mal àqueles que torcem contra Lula.

 

                Acontece, porém, que nem a oposição consegue esconder seu lixo debaixo do tapete e tampouco a mídia consegue ajudar, tendo em vista tanta sujeira a esconder. Vamos lá, dos seis governadores eleitos pelo PSDB, um já teve o mandato cassado, Cassio Cunha Lima, da Paraíba; Teotônio Vilela de Alagoas foi acusado pelo Ministério Público de participar da máfia das obras, que envolve Zuleido Veras, dono da empresa Gautama, acusado de pagar propinas para autoridades públicas, e agora o tucano está sendo julgado pelo STJ, que já condenou Jackson Lago, ex-governador do Maranhão, pelo mesmo crime; Em Roraima, o Ministério Público pediu a cassação de José Anchieta Junior, eleito vice-governador do também tucano Ottomar Pinto, morto em 2007, acusado de crime eleitoral juntamente com o atual governador; Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul, está atolada até o pescoço com falcatruas, sua popularidade está na casa dos 7%, enquanto que mais de 70% pedem seu impedimento, e que corre grande risco de enfrentar uma CPI na Assembléia gaúcha apoiada até pelo aliado Dem; Nesse ninho de abutres, quer dizer, tucanos, os que aparentemente se salvam é José Serra/SP e Aécio Neves/MG, mas a Secretaria de Educação de Serra, chefiada por um ex-ministro de FHC, criou um escândalo inimaginável, distribuiu milhares de revistas pornôs para alunos do ensino primário e fundamental da rede estadual. No entanto, se fosse num governo petista, esse fato se transformaria em capa das revistas Veja e Época.

 

                Só uma perguntinha, essa oposição tem juízo?

Marabá



Escrito por marabá às 16h56
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Após 47 anos, OEA revoga suspensão de Cuba

Em uma decisão de relevância histórica para a América Latina, a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou, nesta quarta-feira, a resolução de 1962 que expulsou Cuba dos seus quadros. Depois de um dois dias de debates, a deliberação sobre a ilha foi feita por consenso e de forma incondicional. A posição dos Estados Unidos, que impunha exigências para que a sanção a Cuba pudesse ser retirada, foi, portanto, derrotada, mostrando isolamento do governo norte-americano, que insiste em sua política anti-cubana. 

 

Em meio a aplausos, Patrícia Rodas, presidente da Assembleia Geral da OEA, informou oficialmente que os 34 países reunidos na XXXIX cúpula da entidade deixaram sem efeito a medida adotada há 47 anos.

Minutos antes, o chanceler equatoriano, Fander Falconi, adiantou a notícia à impresna, afirmando que o a resolução 662 da OEA ''enche de satisfação os latino-americanos'' e  corrige um ''erro histórico'', baseado na lógica da Guerra Fria, que questionava as relações da ilha com a União Soviética e a China.

''A decisão é nítida, não envolve nenhum tipo de condicionamento. É uma plena reintegração e uma abolição dos temas que incuíram a expulsão de Cuba em 1962. Isso tinha a ver com uma hipocrisia consolidada nas relações hemisféricas, porque Cuba hoje tem relações com todos os países da América Latina'', disse.

Segundo Falconi, essa é uma ''notícia muito boa, reflete a mudança de época que se está vivendo na América Latina''. O chanceler completou: ''Muitos de nós não tinham nascido naquele momento e o que esta geração está fazendo é basicamente emendar a história, e aqui temos um desafio de construir uma história diferente''.

A decisão foi adotada hoje depois que, na véspera, os chanceleres de um grupo especial designado para tratar a questão permaneceram reunidos por mais de seis horas, sem se chegar a nenhum consenso.

As posturas em conflito eram as dos que propunham uma revogação da suspensão, sem condições, e outra, defendida pelos Estados Unidos, que mencionava a necessidade de que Cuba assumisse os compromissos de ''democracia e defesa dos direitos humanos''.

Coletado em: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=57367



Escrito por marabá às 18h43
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Valeu, Itarcio!

Este blog apóia:

Em time que ganha não se mexe!

Coletado em: http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/05/nao-deixem-de-ver-zeitgeist-1-e-2.html#links

 



Escrito por marabá às 12h40
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O Dia da Mentira

         Quando pequenos, desavisados pelas questões que regem a vida, chegamos a nos divertir com o ‘1º de Abril’. Mas é algo que merece profunda reflexão. Vale a pena dedicar um dia à mentira? Não seria mais nobre dedicar um dia a Verdade? Não que seja suficiente, o ideal é que dedicássemos 365 dias à Verdade. Mas como ainda não temos nenhum dia dedicado a ela, poderíamos começar com o ‘1º de Abril’. 

        A mentira não precisa mais de nenhum dia dedicado a ela, pois já tem todos os dias do ano à sua disposição. Vivemos uma grandiosa mentira todos os dias, e não precisamos mais comemorar. Isso está nos causando um grande desastre. Estamos hoje, o mundo inteiro, vivendo as conseqüências da mentira. Daquelas contadas pelo governo estadunidense de Bush quando criou sua guerra infame contra o Iraque, das mentiras dos economistas midiáticos que incentivaram o capitalismo especulativo, até as grandes multinacionais que fraudaram suas planilhas de lucro.

        A mídia é uma grande mentira. E é ela quem endossa as demais mentiras, seja no âmbito econômico como no político. A mídia é o instrumento pelo qual a mentira melhor se transporta, e como um vírus, contamina a maioria. Ela segue com uma fidelidade canina a filosofia de Goebbels, ministro de propaganda nazista, que defendia a tese de que ‘uma mentira contada várias vezes termina por virar verdade’. A mídia mamou num seio fascista.

        Aqui no Brasil, a mentira favorece sobremaneira aos políticos, ela está entrelaçada em suas atitudes. E principalmente aqueles que agem contra os interesses do povo, sabem de seu valor para suas ambições.

        Ver a direita brasileira posar de paladino da verdade que conduz à ética, é testemunhar uma deslavada mentira. Impressiona ver o Senador Jarbas Vasconcelos assumir os holofotes da imprensa posando de ético, mesmo com seu conluio com os demos, que espoliaram a Nação durante os anos de ditadura militar; impressiona ver Roberto Freire lançar denuncias contra o Governo Federal, mesmo sabendo que ele lesa o erário público paulista ao receber um salário superior a 10 mil reais sem prestar qualquer serviço ao governo de José Serra; impressiona ver Rodrigo Maia e ACM Neto acusarem o tempo todo o Presidente Lula de um monte de coisas, mesmo sabendo do que seus pais e avós fizeram contra o povo carioca e baiano; impressiona assistir a Mirian Leitão e o Arnaldo Jabor defenderem na Rede Globo suas posições que não se sustentam por mais de um mês; impressiona ver FHC lançar suas soluções mágicas, mesmo sabendo que, quando presidente, tudo o que fez foi vender as riquezas do povo brasileiro por um punhado de moedas. A mentira tem seu lugar de destaque na biografia desses homens.

 

        Não há por que comemorar a mentira, ela nos causa dor, sofrimento e desilusão. Muitos morrem atingidos em cheio pelas mentiras que conduzem à violência; e outros tantos sequer nascem, pois a mentira promove doenças.

 

        Da mentira, somos todos os algozes e vítimas. Vale a pena comemorar nossas desilusões?

 

Marabá    



Escrito por marabá às 10h04
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87 ANOS DE COMUNISMO NO BRASIL

Influenciados por uma nova idéia que chegava do leste do planeta, já tomado pela Era Industrial, operários, intelectuais, políticos e militares debatiam no Brasil a construção de um sistema econômico que fosse justo com a classe trabalhadora, já cansada da exploração desumana da burguesia que surgira com a República. Na Rússia, em 1917, sob o lema "Paz, Pão e Terra" começava a primeira experiência de construção do socialismo da história, e as esperanças dos trabalhadores do mundo inteiro se voltam para a revolução bolchevique de Lênin, que seguia as idéias marxistas.

Em 25 de março de 1922, no Rio de Janeiro, nasce o Partido Comunista do Brasil.  O partido nasce com 73 militantes, aprova 21 condições para ingresso na Internacional Comunista, órgão responsável pelos trabalhos dos diversos grupos e partidos comunistas espalhados pelo mundo, e inicia uma campanha de solidariedade aos trabalhadores russos. Meses mais tarde, o movimento conhecido como Tenentismo, iniciaria uma série de rebeliões contra a Velha República, e que buscava reformar a estrutura de poder do país, o voto e a educação pública.

Em 1º de Maio de 1925 surge no Rio de Janeiro o semanário ‘A Classe Operária’, jornal lançado pelo Partido Comunista, com tiragem inicial de 5.000 exemplares. A polícia fecha o jornal após a edição nº12, mas ele reaparece em 1928. Ora legal, ora na clandestinidade, até os dias de hoje, ‘A Classe Operária’, como órgão de imprensa popular, é o mais antigo em atividade. Nenhum jornal brasileiro foi tão perseguido. Nenhum tem a mesma folha de serviços prestados aos interesses presentes e futuros do povo trabalhador.

A refundação do partido em 18 de fevereiro de 1962, em São Paulo, restaura a denominação do Partido Comunista do Brasil, adota a sigla PCdoB, e projeta João Amazonas, antigo militante comunista, como uma grande liderança política.

Na década de 60, em plena ditadura militar, inspirado na Revolução Cultural Chinesa, o PCdoB busca a formação de um núcleo de guerrilha. A área escolhida para a irradiação do futuro exército camponês é a região sul do Estado do Pará, próximo onde hoje se localiza o Estado de Tocantins. Estima-se que o partido tenha reunido algo em torno de setenta guerrilheiros na área, sob o comando do jovem Osvaldo Orlando da Costa, conhecido como Osvaldão. A maior parte do efetivo da coluna guerrilheira do PCdoB é formada por estudantes secundaristas ou universitários, organizados em torno da União da Juventude Patriótica – UJP -, braço juvenil do partido. Em 1971, unidades do Exército descobriram a localização do núcleo guerrilheiro, e iniciam operações de repressão, pois o governo militar temia que a atuação comunista se alastrasse em direção ao norte da Amazônia. Mobilizando 25 mil soldados, o Exército Brasileiro, em 1972, inicia as operações de repressão a guerrilha, e que, após três expedições, sendo as duas primeiras repelidas pelos guerrilheiros, derrota o foco de resistência comunista com uma guerra suja, onde a tortura contra a população civil, simpática aos comunistas, é empregada com total desumanidade. A maior parte dos guerrilheiros morre em combate ou nas mãos dos militares, incluindo o líder Osvaldão. Desses combates, o próprio Exército reconhece o heroísmo e a coragem dos quase setenta guerrilheiros, que, até o final das operações tinha a impressão de lutar contra um numeroso exército, dado a tática, a mobilidade e as estratégias que empregavam contra uma força imensamente poderosa.

Com o fim da ditadura militar, o PCdoB alcançou a legalidade, em 1985, e hoje vive uma de suas fases mais ricas e de grande influência política. Ou seja, o pequeno grupo de 1922 é hoje 100 mil brasileiros, que enfrentam o conservadorismo e lutam por um mundo melhor.  O PCdoB quer um Brasil socialista, democrático e soberano, que só pode ser alcançado pela luta e força do povo brasileiro.

Em 2008 o PCdoB deu um salto em sua participação institucional, com candidatos em 1.671 dos 5.564 municípios brasileiros, concorrendo em todas as capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes. O resultado foi o melhor da história do partido em eleições municipais. Foram eleitos 42 prefeitos comunistas, 66 vice-prefeitos e 608 vereadores. Aqui em Olinda, um resultado fantástico, o PCdoB governa a cidade desde 2001.

No Senado Federal o PCdoB tem um senador, Inácio Arruda, eleito pelo Estado do Ceará em 2006; na Câmara Federal temos 12 deputados federais; e ainda faz parte do Governo do Presidente Lula, comandando o Ministério dos Esportes.

 

 

Como disse Che Guevara: "Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera."

Firme Na Luta!!!

 

Marabá

 



Escrito por marabá às 09h25
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Hoje o dia está maravilhosamente lindo, e cheio de oportunidades.

Papai do Céu nos abençoou com grandes possibilidades

que dependem agora de nós para que possam dar certo.

Vamos à luta, com fé e com os pés no chão.

 



Escrito por marabá às 08h33
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A Data, a Igreja e o Estuprador.

Quando imaginávamos que a história de uma menina de nove anos, que engravidou após ser violentada pelo padrasto durante anos, juntamente com a irmã, seria um absurdo, chega a Igreja Católica e torna ainda mais absurda essa história.

O arcebispo de Olinda e Recife, cujo nome nem vale a pena citar por ter sido excomungado deste blog, condenou a equipe médica e a mãe da garota por terem viabilizado o aborto na menina. Acontece que ela, por ser criança, ter um corpo franzino de criança e a mente infantil de uma criança, esperava gêmeos, e isso era um risco real e imediato a sua vida. No entanto, em nome de uma ordem conservadora – por que não dizer capenga? – o religioso tomou os pés pelas mãos e saiu a excomungar aqueles que salvaram a vida da garota. Mas isso não seria o pior, pois o ato da mãe da garota e da equipe médica, na cabeça desse arcebispo, foi considerado pior que o crime cometido pelo estuprador, causador de toda essa celeuma.

Na ânsia de impor sua autoridade religiosa, o arcebispo não respeitou o início da campanha da fraternidade da Igreja Católica que estava prestes a ser lançada, cujo tema é ‘A Paz é fruto da Justiça’. Sendo assim, como a igreja quer paz, se ela mesma não se interessa pela justiça? E todo esse debate, para constrangimento de todos, desenrolou-se próximo ao Dia Internacional da Mulher. E como se tudo isso não bastasse, o arcebispo inventou de defender sua posição citando o holocausto nazista, e se esqueceu que a Igreja Católica, na figura do Papa Pio XVI, apoiou o nazismo.

Que saudade tenho de Don Helder Câmara, que numa situação como essa teria a sapiência de um espírito moderno e conciliador, e mesmo se posicionando contra o aborto, saberia que nesse caso a vida de uma criança seria poupada, pois a justiça que se pode fazer a um ser humano é mais importante do que qualquer outra posição conservadora, e não passaria por ridículo, aplicando a excomunhão medieval principalmente àqueles que querem seguir as leis.

Marabá



Escrito por marabá às 10h13
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( Por Miguezim da Princesa * )

Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

 

(*) Poeta popular, Miguezim de Princesa,
é paraibano radicado em Brasília.

 Coletado em: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/



Escrito por marabá às 11h47
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‘Tanto quanto nos impressiona os atos de canibalismo que ainda na Humanidade é possível testemunhar, impressiona também os atos corriqueiros e habituais

com que a tortura é empregada em nossa sociedade.’

 

Marabá



Escrito por marabá às 10h22
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