Por Água Abaixo

Parece mentira. Mas meu último texto para este blog foi escrito há mais ou menos dois meses, justamente no dia da mentira, 1º de abril. E muita coisa aconteceu neste tempo, o que comprova que a História, de fato, é demasiado dinâmica. No entanto, um assunto, entre tantos, chama mais minha atenção, a CPI criada para investigar a Petrobras. É certo que o Congresso tem uma infinidade de coisas para investigar, principalmente em áreas relacionadas à violência urbana, neste caso, existem dezenas de indícios de que parlamentares estão envolvidos com a criminalidade, o que seria um motivo para investigação. Mas eles preferem investigar a Petrobras, o que temos de melhor no Brasil. Fazer o quê? Aliás, o senador Jarbas Vasconcelos, no plenário do Congresso, disse que no seu partido, o PMDB, tinha ladrão. Jarbas ta em casa. Contudo, isso não seria um bom motivo para uma CPI? Ou será mesmo que é um caso de polícia? É certo que temos uma oposição que pesa em seu passado atos de corrupção e incompetência administrativa, o que lhe tira a legitimidade para lançar acusações contra um presidente oriundo da classe mais simples da sociedade, e que é considerado hoje o melhor administrador que esse país já teve. Porquanto não é a toa que essa oposição, com vistas ao pleito de 2010, usou a Petrobras, quem sabe como bode expiatório, para atingir o governo Lula e enfraquecer aqueles que estiverem ao seu lado. Não sabe a oposição que ela está dando um tiro no próprio pé, como sempre. Com o risco de que sejam levantadas informações da Petrobras durante o mandato de FHC, os tucanos jamais deveriam mexer neste assunto. Pois tudo indica que defuntos desse tempo serão desencovados, haja visto que será extremamente difícil evitar falar sobre o afundamento da Plataforma P36, na época a maior do mundo, e que jaz no fundo do mar da Bacia de Campos desde março de 2001. Ou até mesmo das articulações medonhas que o governo dessa mesma oposição dispensou para que fosse privatizada, quando tentaram até trocar seu nome para Petrobrax. E que, não fosse a ação do PT, PCdoB e Movimentos Sociais, tudo iria por água abaixo, literalmente, como foi a P36. No entanto, não é de se admirar que a mídia esteja do lado da oposição, usando ainda o triste argumento de que o PT - e demais aliados - quando na oposição, pedia CPI pra tudo – ainda que nenhuma tenha sido instalada -. Quando a Petrobras alcançou a auto-suficiência em 2006, a imprensa se calou. O que deveria ser considerado um feriado nacional, quase não foi percebido. Praticamente o povo brasileiro desconhece essa grande vitória. Desde 1953 nosso país sonhava com essa marca, que se dependesse da oposição de hoje, jamais deveria ser conquistada. É algo como a conquista do direito do Brasil realizar a Copa do Mundo de 2014, que fez mal àqueles que torcem contra Lula. Acontece, porém, que nem a oposição consegue esconder seu lixo debaixo do tapete e tampouco a mídia consegue ajudar, tendo em vista tanta sujeira a esconder. Vamos lá, dos seis governadores eleitos pelo PSDB, um já teve o mandato cassado, Cassio Cunha Lima, da Paraíba; Teotônio Vilela de Alagoas foi acusado pelo Ministério Público de participar da máfia das obras, que envolve Zuleido Veras, dono da empresa Gautama, acusado de pagar propinas para autoridades públicas, e agora o tucano está sendo julgado pelo STJ, que já condenou Jackson Lago, ex-governador do Maranhão, pelo mesmo crime; Em Roraima, o Ministério Público pediu a cassação de José Anchieta Junior, eleito vice-governador do também tucano Ottomar Pinto, morto em 2007, acusado de crime eleitoral juntamente com o atual governador; Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul, está atolada até o pescoço com falcatruas, sua popularidade está na casa dos 7%, enquanto que mais de 70% pedem seu impedimento, e que corre grande risco de enfrentar uma CPI na Assembléia gaúcha apoiada até pelo aliado Dem; Nesse ninho de abutres, quer dizer, tucanos, os que aparentemente se salvam é José Serra/SP e Aécio Neves/MG, mas a Secretaria de Educação de Serra, chefiada por um ex-ministro de FHC, criou um escândalo inimaginável, distribuiu milhares de revistas pornôs para alunos do ensino primário e fundamental da rede estadual. No entanto, se fosse num governo petista, esse fato se transformaria em capa das revistas Veja e Época. Só uma perguntinha, essa oposição tem juízo? Marabá
Escrito por marabá às 16h56
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Após 47 anos, OEA revoga suspensão de Cuba
Em uma decisão de relevância histórica para a América Latina, a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou, nesta quarta-feira, a resolução de 1962 que expulsou Cuba dos seus quadros. Depois de um dois dias de debates, a deliberação sobre a ilha foi feita por consenso e de forma incondicional. A posição dos Estados Unidos, que impunha exigências para que a sanção a Cuba pudesse ser retirada, foi, portanto, derrotada, mostrando isolamento do governo norte-americano, que insiste em sua política anti-cubana. Em meio a aplausos, Patrícia Rodas, presidente da Assembleia Geral da OEA, informou oficialmente que os 34 países reunidos na XXXIX cúpula da entidade deixaram sem efeito a medida adotada há 47 anos.
Minutos antes, o chanceler equatoriano, Fander Falconi, adiantou a notícia à impresna, afirmando que o a resolução 662 da OEA ''enche de satisfação os latino-americanos'' e corrige um ''erro histórico'', baseado na lógica da Guerra Fria, que questionava as relações da ilha com a União Soviética e a China.
''A decisão é nítida, não envolve nenhum tipo de condicionamento. É uma plena reintegração e uma abolição dos temas que incuíram a expulsão de Cuba em 1962. Isso tinha a ver com uma hipocrisia consolidada nas relações hemisféricas, porque Cuba hoje tem relações com todos os países da América Latina'', disse.
Segundo Falconi, essa é uma ''notícia muito boa, reflete a mudança de época que se está vivendo na América Latina''. O chanceler completou: ''Muitos de nós não tinham nascido naquele momento e o que esta geração está fazendo é basicamente emendar a história, e aqui temos um desafio de construir uma história diferente''.
A decisão foi adotada hoje depois que, na véspera, os chanceleres de um grupo especial designado para tratar a questão permaneceram reunidos por mais de seis horas, sem se chegar a nenhum consenso.
As posturas em conflito eram as dos que propunham uma revogação da suspensão, sem condições, e outra, defendida pelos Estados Unidos, que mencionava a necessidade de que Cuba assumisse os compromissos de ''democracia e defesa dos direitos humanos''. Coletado em: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=57367
Escrito por marabá às 18h43
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